sábado, 28 de janeiro de 2017

As mutações são notavelmente prejudiciais, estudo confirma

Antes de ler a nota divulgada pela Universidade de Edimburgo, leia o pequeno destaque do livro A Ciência Descobre Deus, de Ariel A. Roth, descrevendo o efeito das mutações:

“As mutações são notavelmente prejudiciais. Uma proporção quase sempre mencionada é de apenas uma mutação benéfica para mil nocivas, mas não temos dados sólidos sobre isso. (…) Esperaríamos que praticamente qualquer tipo de mudança casual, acidental, como as mutações, fosse danosa, visto que estamos lidando com sistemas vivos complexos que já se encontram em atividade. As mudanças nesses sistemas, em geral, os levariam a não funcionar tão bem, ou simplesmente não funcionar. Mudar uma única peça de um sistema complexo pode ser prejudicial a várias outras partes dependentes da ação daquela parte determinada. Como ilustração, quanto de melhoramento você esperaria na complexa página que está lendo agora, se fossem inseridas mudanças tipográficas acidentais? Quanto mais se muda, pior fica. Quanto mais complexo um sistema for, mais difícil será mudá-lo e ainda conseguir que funcione.” [1]

Vamos então ao resultado da pesquisa.


Estudo genético mapeia o efeito das mutações [2,3]

Cientistas mapearam como milhares de mutações genéticas podem afetar as chances de sobrevivência de uma célula.

Esse estudo envolvendo leveduras revela como diferentes combinações de mutações em uma única célula podem influenciar sua sobrevivência ou morte.

Foi a primeira vez que os cientistas puderam medir os efeitos de cada combinação possível de mutações em um gene.

Os pesquisadores dizem que a técnica usada em sua pesquisa poderia ajudar em estudos sobre os efeitos de mutações genéticas que são relacionadas a doenças em pessoas.

A equipe da Universidade de Edimburgo produziu 60.000 descendências de levedura, cada uma com uma combinação diferente de mutações em um único gene.

Então, ele observaram as células para ver que efeito as mutações tinham sobre a sobrevivência e se as diferentes combinações genéticas ajudavam as leveduras a se sairem melhor ou pior.

Em alguns casos, os efeitos das diferentes mutações se cancelavam mutuamente e as células sobreviviam. Os efeitos de outras mutações se somavam para reduzir grandemente as chances de sobrevivência das células. [grifo nosso]

As mudanças genéticas que possuem os maiores efeitos combinados na sobrevivência tendem a se localizar próximas umas das outras na estrutura tridimensional do material genético, diz o estudo.

Isso significa que a técnica poderia ajudar os cientistas a prever as formas das moléculas codificadas em nossos genes. A pesquisa, publicada no periódico Science, recebeu financiamento do Medical Research Council (MRC) e do Welcome Trust.

“Nós jogamos 60.000 descendências mutantes de levedura umas contra as outras em uma luta pela sobrevivência. Aquelas que sobreviveram foram capazes de produzir mais cópias de si mesmas e dominaram a população. Isso é evolução em ação” (Dr. Grzegorz Kudla, MRC Human Genetic Unit).

As células sem nenhuma mutação se saíram melhor e se reproduziram mais rápido do que qualquer uma entre as descendências mutantes [grifo nosso], o que nos diz que este gene em particular foi otimamente configurado pela evolução” (Dra. Olga Puchta, MRC Human Genetics Unit)


Mapa descrevendo o efeito das mutações na sobrevivência de células de leveduras. As regiões em vermelho representam as mutações que se cancelam mutuamente. As regiões em verde representam as mutações que atuam em conjunto para reduzir as chances de sobrevivência.







Fonte: Universidade de Edimburgo


Nota:

Se a Teoria da Evolução se limitasse a defender a sobrevivência dos mais aptos, isso seria aceitável. Mas a Teoria da Evolução defende que mutações aleatórias, filtradas por seleção natural, teriam sido capazes de construir toda a tecnologia molecular responsável pela viabilidade da vida, bem como toda a diversidade de seres vivos e suas complexas estruturas de funcionamento. Não existe tal evidência no nível molecular. O papel predominantemente deletério das mutações, reforçado por mais esse artigo da Science, encontra-se em perfeita concordância com a proposta criacionista de degeneração dos seres vivos após a queda.

Segundo o Dr. Kudla, a sobrevivência das células mais aptas em seu experimento é uma demonstração de evolução, “isso é evolução em ação”, diz ele. O detalhe importante aqui é que as células mais aptas eram as originais, aquelas que não haviam sofrido mutações. Isso não é evolução e não demonstra o suposto poder do mecanismo de seleção natural para a construção de sistemas bioquímicos complexos.

A Dra. Puchta afirma que “As células sem nenhuma mutação se saíram melhor e se reproduziram mais rápido do que qualquer uma entre as descendências mutantes”. Esse é o resultado nu e cru da pesquisa. A afirmação seguinte, "o que nos diz que este gene em particular foi otimamente configurado pela evolução”, é pura interpretação baseada na visão de mundo evolucionista. [RMP]


Referências:
[1] A. R. Roth, A Ciência Descobre Deus, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, 2010. Pg. 111.
[2] University of Edinburgh, Gene study charts mutation effects, 14 de abril de 2016. (Traduzido por Rodrigo M. Pontes). <http://www.ed.ac.uk/news/2016/gene-study-charts-mutation-effects>.
[3] O. Puchta, B. Cseke, H. Czaja, D. Tollervey, G. Sanguinetti, G. Kudla. Network of epistatic interactions within a yeast snoRNA. Science, 2016; DOI: 10.1126/science.aaf0965

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