quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Jejum intermitente pode reverter diabetes tipo 2 de acordo com novo estudo

IMPORTANTE!
Este blog não fornece conselhos médicos ou tratamentos de qualquer natureza. Apenas noticiamos descobertas científicas relacionadas à saúde, cujos resultados são descritos em detalhes nas fontes originais citadas. Qualquer mudança como forma de tratamento, tal como descrita a seguir, deve ser discutida com um médico especializado. Dito isto, vamos aos resultados.


Sob supervisão médica (confira o artigo original), três homens, com idades entre 40 e 67 anos, experimentaram o jejum intermitente planejado como forma de diminuir seus sintomas de diabetes tipo 2. Cada um desses homens precisava usar uma série de medicamentos para controlar suas doenças, bem como doses diárias de insulina. Além de diabetes tipo 2, eles sofriam de pressão e colesterol altos.

Dois dos homens jejuaram por 24 horas em dias alternados, enquanto o terceiro jejuou três vezes por semana. Nos dias de jejum, eles não ficavam completamente sem alimento. Podiam usar bebidas de baixa caloria, como chá/café, água ou caldos, além de uma refeição de baixíssima caloria no fim da tarde.

Eles permaneceram seguindo esse padrão por cerca de 10 meses. Após isso, foram feitas novas medidas para a glicose no sangue, peso e circunferência da cintura.

Todos os três homens puderam parar de usar insulina em menos de um mês após o início do programa. Para um deles, isso ocorreu em apenas cinco dias. Dois dos homens foram capazes de parar com todas as suas medicações relacionadas à diabetes, enquanto o terceiro deixou de usar três dos quatro medicamentos de que precisava. Todos perderam peso (10-18%) e conseguiram reduzir sua glicose no sangue, tanto em jejum quanto na média do dia a dia, o que pode ajudar a diminuir riscos de complicações futuras.

É importante que se diga que esse é um estudo observacional com apenas três indivíduos. Assim, não é possível afirmar se esse protocolo de tratamento terá efeito de forma geral. Mas são resultados promissores que se somam a outros indicativos nessa direção (confira aqui).

Me chama atenção o fato de os efeitos benéficos do jejum já terem sido apontados há mais de um século, em 1905, pela escritora cristã Ellen White, que, como creem os Adventistas do Sétimo Dia, tinha uma ligação muito especial com Deus. Confira:

"A intemperança no comer é muitas vezes a causa da doença, e o que a natureza precisa mais é ser aliviada da indevida carga que lhe foi imposta. Em muitos casos de moléstia, o melhor remédio é o paciente jejuar por uma ou duas refeições, a fim de que os sobrecarregados órgãos digestivos tenham ensejo de descansar. Um regime de frutas por alguns dias tem muitas vezes produzido grande benefício aos que trabalham com o cérebro. Muitas vezes um breve período de inteira abstinência de comida, seguido de alimento simples e moderadamente tomado, tem levado à cura por meio dos próprios esforços recuperadores da natureza. Um regime de abstinência por um ou dois meses, havia de convencer a muitos sofredores que a vereda da abnegação é o caminho para a saúde." (E. G. White Conselhos sobre o regime alimentar, Cap. 10).


Referências:


1. Suleiman Furmli, Rami Elmasry, Megan Ramos, Jason Fung. Therapeutic use of intermittent fasting for people with type 2 diabetes as an alternative to insulin. BMJ Case Reports, 2018; bcr-2017-221854 DOI:10.1136/bcr-2017-221854

2. BMJ. "Planned intermittent fasting may help reverse type 2 diabetes, suggest doctors: And cut out need for insulin while controlling blood glucose." ScienceDaily. ScienceDaily, 9 October 2018. <www.sciencedaily.com/releases/2018/10/181009210738.htm>.

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