domingo, 1 de setembro de 2019

Fenômeno raro faz reaparecer "ave extinta há mais de 130 mil anos"

Ao norte de Madagascar, na África, encontra-se o Atol de Aldabra, um recife de corais com uma das histórias mais espantosas já conhecidas. Ali, reapareceu uma ave que havia sido extinta há 136 mil anos, quando o local foi inundado. Mas como essa volta aconteceu?

O que explica esse fenômeno é um raro processo natural chamado de evolução iterativa. Há milhares de anos, essa ave, com o nome científico de Dryolimnas cuvieri, voou de Madagascar até Aldabra, onde viveu por muito tempo. A espécie evoluiu de tal maneira que perdeu a capacidade de voar, pois a pequena ilha onde vivia não tinha predadores naturais, criando uma subespécie, chamada Dryolimnas cuvieri aldabranus. Assim, quando o atol foi inundado pelo Oceano Índico, todos os espécimes desapareceram. 

Porém, cem mil anos depois, o atol ressurgiu após uma era glacial baixar o nível do mar. Então, a espécie original de Madagascar voou de volta para povoá-lo. E, como havia acontecido anteriormente, a espécie perdeu a capacidade de voar, ressurgindo assim a subespécie extinta.

De acordo com os cientistas, esse tipo de fenômeno é extremamente inusitado. Os pesquisadores observaram que uma espécie de iguana e vários lagartos também recolonizaram o atol, mas a maioria dessas espécies se perdeu posteriormente, provavelmente devido à introdução de ratos negros invasivos.

Texto reproduzido de History.


Nota: Esse é mais um dos numerosos exemplos baseados em perda de capacidade usados para apoiar a evolução. Fala-se em perda de capacidade de voar, perda de visão, perda de coloração e por aí vai. Alguns poderiam argumentar: "isso mostra que as espécies não são fixas". Realmente não são. Criacionistas não defendem isso, embora alguns livros mal-intencionados (ou simplesmente mal escritos) tentem vender essa ideia. Já abordei em outras ocasiões (como aqui e aqui) a questão da capacidade de adaptação dos seres vivos. Em circunstância alguma vemos espécies ganhando novas funcionalidades (não a simples ativação daquilo que já estava presente em seu código genético). É difícil sustentar cientificamente a validade de um processo construtivo para o qual a esmagadora maioria das observações é de caráter destrutivo. (RMP)

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